Apresenta:

Curadoria: Marcelo Campos e André Sheik

Abertura: 06 de Maio | 19h - 22h

Visitação: 07 a 25 Maio

CHRISTIANA GUINLE

VICTOR HAIM

A EXPOSIÇÃO


Christiana Guinle e Victor Haim

Na exposição

Realidades Inventadas


Atriz e fotógrafo se complementam em exposição de artes plásticas.

A partir do dia 06 de maio, a atriz e artista plástica Christiana Guinle ao lado do fotógrafo e diretor de arte Victor Haim expõem trabalhos inéditos na Almacén Galeria Gávea, no Shopping da Gávea. Reunindo nove obras de Christiana e sete de Victor, a exposição “Realidades Inventadas”, com curadoria de Marcelo Campos, segue até o dia 25 de maio, de acordo com o horário do funcionamento do shopping. As obras expostas estarão à venda.

Após o fim da novela “Lado a Lado”, onde interpretou a personagem Carlota, Christiana decidiu focar em outra arte que sempre foi uma de suas paixões, a fotografia. Mostrando pela primeira vez seu lado fotógrafa e artista plástica, a atriz reuniu imagens clicadas por ela mesma, além de outras imagens diversas, criando verdadeiras obras de arte baseadas na manipulação das fotografias através dos mais modernos programas de edição de imagem. Victor, que já carrega na bagagem outras exposições, exibe desta vez um trabalho inédito resultante de um ensaio realizado em seu próprio ateliê onde utilizou somente a luz do dia que adentrava o espaço pelos vãos das persianas na janela criando obras únicas no contraste entre luz e sombra. As fotos estarão expostos em duas versões, positiva e negativa.


SOBRE A EXPOSIÇÃO


A gênese da fotografia é o registro imagético da realidade. Ao mesmo tempo, a imagem impressa configurou uma tentativa de captura quase espiritual dos acontecimentos. Com o surgimento da fotografia no século XIX, os pintores tiveram outras condições e assumiram novos dispositivos para a observação em suas criações. No começo do século XX, os artistas começaram experimentações usando a fotografia. Agora, quando diversos equipamentos eletrônicos permitem a captura de fotos digitais e a sua manipulação, vivemos um período de profusão de imagens. Os artistas têm mais e mais possibilidades de explorar este meio, se distanciando da simples anotação visual. E a fotografia já alcançou o seu lugar de prestígio nos museus e nas coleções particulares.

Christiana Guinle e Victor Haim são artistas visuais que constroem suas realidades na fotografia. Christiana fotografa, corta, recorta, monta, edita, recria e se apropria de imagens fotográficas as transformando em universos próprios, onde cada um é convidado a entrar e viajar com ela em um sonho exclusivo, pessoal e intransferível. Já na série apresentada nessa exposição, Victor prepara uma cena conjecturando geometrias, inventa seus pequenos mundos a partir de contrastes entre luz e sombra, e de objetos, criados por ele, num cenário dramático onde algo está prestes a acontecer ou acabou de se desenrolar. Ficam assim registrados momentos imaginários de suspensão que nos fazem imaginar uma história.

“Como atriz, meu desejo nas artes ou em minhas fotos é contar uma historia que será particular para cada um, assim como é para o espectador. Só assim consigo construí-las, pedaço a pedaço, como em um texto que interpreto, como se eu estivesse entrando em cena.”, explica Christiana.

Ambos os trabalhos são fruto da trajetória da fotografia e de seus usos, e é possível identificar uma herança que tem como referências as obras de Andy Warhol, Mimmo Rotella, Man Ray e de Geraldo de Barros. Novos meios, outros gestos que nos fazem testemunhas de alterações artificiais, de mudanças nas cenas. Obras inéditas que se complementam e encantam quem as observa.

“Quando fotografo, entro numa frequência quase meditativa. Busco outros universos na realidade que me cerca. Quando enquadrada, a realidade me transporta para outros universos descolados do aqui e agora. Só depois, olhando o resultado, é que faço conexões e o compreendo. A série Linhas é, para mim, um espaço cênico para a representação teatral de um texto ainda não escrito, uma ação prestes a acontecer que não dependerá de mim, mas daquele que nele a imaginar.”, afirma Haim.

CHRISTIANA GUINLE




Assim com interpreta textos para as artes cênicas, Christiana Guinle interpreta em suas fotos o feminino contemporâneo e sua complexidade, utilizando as ferramentas digitais em dispositivos móveis. Num processo intenso de pesquisa, seleciona imagens com as quais constrói as suas obras, suas histórias, histórias de mulheres sob seus arquétipos e papéis no passado, presente e futuro.

O alcance e reação do público a algumas das imagens publicadas on line chamou a atenção da artista e criou a necessidade de expor suas obras para o público brasileiro – sua página no Facebook possui usuários do Brasil além de países como África do Sul, Alemanha, Angola, Arábia Saudita, Austrália, China, Dinamarca, Estados Unidos, França, Holanda, Inglaterra, Japão, Portugal, Suécia, entre outros. Seu trabalho é impactante e desperta no expectador a consciência da alma feminina, tema principal da sua obra.

Em fusão com Andy Warhol, Pablo Picasso, Roy Litchtenstein, Salvador Dali, artistas de Street Art, Coco Chanel, Christian Dior, imagens artísticas e jornalísticas, e naturalmente referências cinematográficas e teatrais, Christiana Guinle cria personagens que protagonizam os conflitos contemporâneos, as questões atuais do mundo. Impossível passar despercebida a sensibilidade feminina em cada imagem: drama, sensualidade, ousadia, busca, dúvida, exploração, preconceitos.

A fotografia na estética de Christiana se transforma, se funde, se mixa com textos e histórias. O que se propõe apresentar: Mixed Arts, Collage, Montage, Blended ou Fusion? Apresenta-se ARTE em diálogo com a sociedade, com o tempo, com o mundo da moda, com o mercado, com a sensualidade, com a economia: A Alma Feminina por Christiana Guinle.

Christiana Guinle, atriz com 30 anos de carreira, premiada nacional e internacionalmente por sua atuação e produção em cinema, teatro e televisão. Sua pesquisa e experimentos com as ferramentas de arte digital iniciaram-se há oito anos e pela primeira vez mostra ao público a sua produção em arte digital.

VICTOR HAIM




Victor, na série mostrada nessa exposição, prepara uma cena conjecturando geometrias, inventa seus pequenos mundos a partir de objetos e de contrastes entre luz e sombra, criando cenários dramáticos onde algo está prestes a acontecer ou acabou de se desenrolar. Registram-se, assim, momentos imaginários de suspensão que nos fazem formular na mente uma história.

Luzes, sombras, cubos, degraus, imagens e suas inversões luminosas, no construtivismo cinético de Victor, não permitem à visão distinguir figura e fundo em suas linhas geometrizadas, transportando a mente para um outro estado de consciência, na tentativa de formar uma imagem estável.

As imagens captadas por Victor Haim revelam distintas aparições, e têm origens e naturezas diversas, mantendo uma unidade que não se resume à técnica fotográfica, pois está presente também nas formas, nas cores e na maneira como os assuntos são abordados. É preciso ver com calma para estabelecer as relações.

Victor está em busca do silêncio. Uma separação do mundo externo em um abrigo construído. O artista reconstrói o mundo a partir do próprio mundo, cria uma nova realidade ao estancar, na fotografia, a constante mudança das formas que nos rodeiam. Abrem-se novas perspectivas para o espectador, instigando-o a refletir sobre o que existe para além da superficialidade aparente.

Victor observa o seu entorno e capta aquilo que o sensibiliza. Sem passar despercebidos, os refúgios do olho, captados pelas lentes, mais do que simples registros, vêm invadir suavemente a nossa percepção do visível, atingindo as nossas sensibilidades de maneira ampla e profunda.

Local do evento




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